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Monumento aos Maçons Imperiais e Republicanos, a história em forma de poema

Poema de autoria de Léo Ribeiro de Souza - Piquete Fraternidade- em homenagem ao Monumento a Paz (Projeto do Vereador Bernardino Vendruscolo / Construido pela Maçonaria Unida RS).
COLUNAS DE PAZ
"Noite tensa, cerração,
a peleia se desenha,
revoltosos vem da Azenha,
sentinelas vem do Centro...
Os ideais Farroupilhas
e as razões Imperialistas
trazem os seus pontos-de-vista
pro calor do enfrentamento.
È a invasão de Porto Alegre,
dia vinte dando o facho,
ali na ponte do riacho,
Cabo Rocha puxa a frente.
Visconde de Camamu,
do Palácio a segurança,
ferido a ponta-de-lança,
recuou, com sua gente.
Este embate foi a senha
pra uma guerra sem vencidos
onde o aço, em retinidos,
por dez anos deu o tom.
Luta limpa, dos dois lados,
sem degolas, sem desmandos,
porque havia, nos comandos,
luz e ordem dos maçons.
Foi na penumbra das Lojas
que brotou esta opção
de fazer revolução
pra que ouvissem nosso grito.
Mas foi na sombra da Acácia
que homens de tolerância
trouxeram a paz pras estâncias
a partir de Don Pedrito.
E agora, passado o tempo,
quase cento e oitenta anos,
os heróis republicanos
e bravos imperialistas
são, no mais, eternizados
por nossa maçonaria
num memorial que irradia
o sol daquelas conquistas.
Três triângulos, em degraus,
pedra semilapidada,
duas colunas, branquejadas,
a Força e a Sabedoria.
É o Monumento a Paz
ali, no mesmo local,
da entrada na Capital
da guapa cavalaria.
"Sirvam nossas façanhas
de modelo a toda a terra".
Esta frase vem da guerra,
escrita a tinta de sangue.
Mas hoje serve de exemplo,
aos maçons de outras querências,
pela União das Obediências
do nosso amado Rio Grande. |